sábado, 31 de julho de 2010

São Paulo, 31 de Julho de 2010

'' Sou Paulista e levanto cedo,
Acordo o sol, desperto o galo,
Bom dia mundo!
É assim que falo.

Sou Paulista e visto a farda,
Fito o horizonte... o que me aguarda?
Campos, asfalto, botões ou papel,
Eu vou rompendo o limite e o céu.

Sou Paulista e competente,
Abro picada, saio na frente,
Levanto o queixo, planto semente,
Atrás de mim vem muita gente.

Sou Paulista de costas largas,
Locomotiva plena de carga,
Conte comigo o que me aguarda,
Chego na hora e de mangalarga.

Sou Paulista e não uso freio,
Cavalo passando eu boto arreio,
Se eclode peleja, estou no meio,
Não dou pelota pra tempo feio!

Sou Paulista, Sou Pioneiro!
Dos Bandeirantes, filho e herdeiro,
Das treze listras sou escudeiro,
Estendo a mão ao derradeiro.

Sou Paulista de fé certeira,
Creio em Deus e na Padroeira,
Verde e amarelo a minha bandeira,
Amo o Brasil de alma inteira. ''

autor - Tarcísio Corrêa de Melo
9 de julho de 2005

segunda-feira, 5 de julho de 2010

03:14 - espero que seja a última. é, eu espero.

Eu não quero perder meus sentimentos, mas estou cansada, e assumo, com medo. é isso o que todos querem, e é isso que estão conseguindo : medo de ir pra fogueira, medo de ir pro inferno, medo de estar no caminho errado, medo de dar merda, medo de amar demais, medo de ser boa demais, medo, medo, medo ! eu que sempre tive orgulho de ser tão livre e tranquila, tão nula pra medos. me vejo como uma corajosa covarde.
e quando a solidão começa a se tornar a melhor companhia, eu sei que alguma coisa esta fora do lugar. e se tornou. e está. é que uma hora cansa, eu abraçar as pernas agachada em um canto pra chorar, sozinha assim, porque já cansou pros demais me ouvir chorar. até eu já cansei de mim. e cansa passar as noites acordada, chorando e olhando pra parede, ou lendo algum livro. tenho apelado nos livros. tenho lido auto-ajuda. eu que sempre odiei auto-ajuda. eu sei, eu sei. amanhã eu vou acordar ótima, vou ler, vou voltar a amar meus amigos, vou agradecer a Deus por tudo, vou tomar um leite, ir no meu canto especial, fazer minhas preces e rituais, pedir ajuda, olhar o relógio e quando der números iguais, pensar nos especiais. pedir um especial. pedir felicidade. vou fingir que esse minuto não existiu. essa hora. essas horas, nada. está tudo bem e vou lutar pra manter o pensamento positivo. mas isso é só depois que eu deitar na cama atrás de mim, dormir e acordar. até lá, o que fazer ? sofrer, escrever, sentir cada milímetro da minha pele arrepiar, sentir esse enjoo, essa vontade de vomitar, essa fome, esse medo, esse desconsolo, essa solidão, esse porre me consumir até a última lágrima finalmente secar .. seca ! não quero apelar, não quero buscar ajuda médica, quero ser forte, quero me curar sozinha, sem remédios, sem alcool, sem drogas. poxa Deus eu tenho tentado tanto. poxa vida. poxa, poxa ! 03:03, e o que pedir ? não sei. não gosto do número 03, deixa passar, sem pedir nada. o telefone taí do meu lado. é questão de pegar e digitar os números que eu sei de cor, não vai doer. mas eu também não quero depender de ninguém. eu estava indo tão bem até agora. já faz o tempo. nem lembro quanto tempo, mas faz um bom tempo. tipo uma semana. e aí vem algo ou alguém, alguma coisa muito filha da puta e destrói em segundos algo que estou lutando a vida inteira pra conseguir, e estava conseguindo : minha paz de espírito.  e dessa vez eu nem sei muito bem o que foi, se foi a discussão boba, se for a irritação com a voz odiada, se foi a amiga traíra, se foi a falta de atenção do desgraçado, se foi a indiferença do outro, ou o capeta que tenha sido. não sei. sei que chorei hoje por todos esses anos que tenho chorado. e me vem uma vontade louca de acabar logo com tudo : - PRONTO ! conseguiram, queriam me ver no poço ? to aqui ó ! fica feliz, comemora minha derrota. gente fodida. não me importo mais de demonstrar as minhas lágrimas pra essa porra de mundo todo ver. vejam ! estão felizes agora ? não era isso que vocês queriam ?
ninguém nunca vai saber o que eu senti. ninguém nunca vai saber como doeu. dói. e volta o recado, amor, o que você planta aqui, você colhe. olha o meu estado e aprende. prazer momentâneo não é nada comparado ao que vem depois. muda de lado. pede perdão, e segue. o que eu tenho agora eu não desejo pra ninguém.